Amor virtual

  

 Bruno Kampel





Beijos
eletrônicos
digitados
na tela
que mostra
essas bocas
sem língua
nem gosto
sem rosto
nem lábio.


Amor
cibernético
que inventa
suores
em cores
e gritos
sem dores
e coitos
sem tato
e corpos
sem alma
sem calma
sem vida
sem nada.


Paixão
digital
animal
que ri
da razão
fincando
raizes
gerando
o ensejo
criando
o desejo
de que o beijo
seja lábio
e tenha vida
de que a boca
seja rosto
e tenha gosto
de que o grito
seja coito
e cante um hino
e que o tato
seja corpo
e mostre a alma.

 

 

 

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