Noite em claro

 

Bruno Kampel

 

 

Olheiras perplexas
deliram perguntas
que roem as unhas
das horas que passam
e estas insones
qual arame farpado
bordam respostas de pedra
que convidam ao quebranto
que doem sem clemência
que ferem sem vergonha
e morrem sem vontade
enquanto a madrugada
esvai-se gota a gota
e o perfil da aurora
entre um bocejo e outro
pendura-se nos olhos
da noite que agoniza
ao passo que a alvorada
cumprindo seu destino
floresce pontualmente
e inventa um novo dia.

 

 

 



Procure pelo nome do autor, ou pelo título, ou por
palavra avulsa:

 

 

 

Poema de Amor Noite em claro Nova era
O convite  Amor virtual Insone
Promessa Poetando Ontem
Solitude Sim! Ela 
Mulher Metamorfose   Amanhecer  
Saudade Senhora Amanhã