ATLAS


Clélia Romano

 

Segurando o mundo nas costas,

como Atlas o herói se concentra:

-FORÇA, FORÇA, FORÇA!

Um ponto de apoio

e carregará o mundo!

 

O halteres sobre as imensas costas,

a coluna reta, os joelhos

em flexão, olha para frente,

nunca para o chão.

 

Mas, no lado esquerdo,

quadril e joelho falseiam.

 

Como num grito de sobrevivência

os braços atiram longe a carga,

e lá se vai o mundo,

mergulhando no espaço infinito.

 

Assim tudo terminou.

Nenhum grito.

 





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