Insone

  

 Bruno Kampel





Alma de marfim
velando
angústias de metal
calma de papel
embrulhando
o ódio sem quartel
carinho de coral
sofrendo
dores sem moral
essa a luta
a disputa
a labuta
a contenda
entre o ser
e a sua vida
entre o Amor
e o seu verdugo
ente a noite
e sua insônia.

Boas intenções
ou duras traições
fundas ilusões
só desilusões
bebendo a raiva
roendo o grito
lambendo o verso
que esculpe
sem rima
essa espera
essa entrega
essa luta
que sem trégua
aperta fundo
e mansamente
inunda
com calado pranto
as olheiras
trasnoitadas
derrotadas
carregadas
de esperas
sem retorno
de ausências
sem limites
de olhares
carentes
clementes
silentes
dementes.

Assim
discursa
a insônia
galopando
o tempo
até que o sono
diga basta
impondo a calma
despindo o sonho
fechando a noite.

 

 

 


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