NOVA ERA

 

Bruno Kampel

 

 

Saberão os herdeiros do novo tempo
suar de angústia
   chorar de ternura
      tocar olhando
         dizer calando?

Poderão os inquilinos do novo século
morrer de amor e renascer
   pedir perdão por não saber
      tender a mão sem exigir
         gritar verdades sem temor?

Descobrirá o milênio entrante
que herda carícias impotentes
   promessas incumpridas
      mentiras verdadeiras
         e instantes decisivos?

Quererão os dias futuros
escancarar a porta à esperança
ler o testamento do passado
e entender, e entender, e entender?...

Já saberemos quanto saberá o milênio 
já veremos o que dirão seus anos
que farão seus filhos
 e suas máquinas
      e seus líderes 
   e suas bombas
e seus hinos.

Já teremos tempo de saber
se o que sabe tem gosto de futuro
se o que diz ensina o caminho
se o que oferece vale o seu preço.

As respostas virão cravadas
no horizonte cibernético
no firmamento  internáutico
na ignorância terapéutica
ocultando o essencial
                          do vital
                     do letal 
                do fatal.

Veremos o que queiram?
Faremos o que digam?
Seremos migalhas errantes
sobre a toalha do tempo?...

 

 

 


Procura pelo nome do autor, ou
pelo título, ou por uma palavra avulsa:

 



Manda esta página a um amigo
  e-mail do amigo:


 



Poema de Amor Noite em claro Nova era
O convite  Amor virtual Insone
Promessa Poetando Ontem
Solitude Sim! Ela 
Mulher Metamorfose   Amanhecer  
Saudade Senhora Amanhã